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NOVIDADE / 06.02.2018

Lançamento do Livro O Menino Que Vestia Cor-De-Rosa


Para reforçar a importância de uma educação infantil que promova a diversidade sem criar rótulos e diferenças entre gêneros, o designer de moda e artista visual Omar Rosário e a professora e tradutora Flávia Pala, dois rio-pretenses que moram em Florianópolis (SC), deram vida ao livro “O Menino Que Vestia Cor-de-Rosa”, pela editora Chiado. A obra será lançada em Rio Preto no dia 6 de fevereiro no Riopreto Shopping, às 20h, em frente ao Starbucks. Há mais de um ano morando na capital catarinense, Rosário teve a ideia de criar o livro infantil a partir do contato com seus sobrinhos. “Um dia, minha sobrinha veio falar para mim que rosa não era cor de menino. Isso me chamou a atenção, pois os pais dela têm o cuidado para não reforçar a diferença entre gêneros. Ou seja, ela devia ter ouvido isso de algum amiguinho da escola”, conta Rosário. A partir da experiência com a sobrinha, o rio-pretense teve a ideia de escrever um livro cuja história trata desse e outros estereótipos reforçados pela cultura machista que impera na sociedade. “Acabei desenvolvendo um roteiro sobre a história, mas, como não sou escritor, convidei a Flávia (Pala), que é minha amiga desde os tempos de escola e que também mora em Floripa, para desenvolver o texto. O livro já está pronto, somente esperando para ser publicado”, explica. O livro apresenta a história de Gael, um garotinho que gosta de se vestir de cor-de-rosa e que, por isso, tem de enfrentar os amiguinhos que não respeitam o seu gosto. Uma das ilustrações criada por Rosário para a obra, que retrata o Tira-Olho, monstro da intolerância que arranca os olhos das crianças que zombam de seus amiguinhos Por outro lado, Gael sabe que criança que zomba de criança vira alvo do terrível Tira-Olho, o monstro da intolerância. Para que Tira-Olho não deixe seus colegas cegos para sempre, o menino põe em prática um plano, que se revela numa grande lição sobre o respeito ao próximo. Profissional da moda, Rosário reconhece que os adolescentes estão transgredindo os limites entre o que foi historicamente atribuído para os universos masculino e feminino. “Hoje, vemos meninos usando saia, o que era algo inconcebível quando eu era adolescente.” No entanto, o rio-pretense destaca que a cultura machista ainda é muito forte, e o preconceito faz muitas vítimas na sociedade. “Trata-se de uma questão fundamental para a educação, que é a base da formação do caráter das crianças. Por isso, considero O Menino Que Vestia Cor-de-Rosa uma obra necessária para os dias de hoje”, reforça. Graduação em letras e pós-graduada em tradução pela Universidade Federal de Santa Catarina, Flávia também reconhece como oportuno o lançamento do livro, já que sentiu na prática o quanto essas diferenças entre gêneros mexem com as crianças. REALIZANDO UM SONHO O sonho de concretizar o projeto, que tem texto assinado por Flávia e ilustrações criadas por Rosário, tornou-se possível graças à Chiado, editora portuguesa com atuação no Brasil. Para ter o livro publicado, os dois precisariam bancar 250 exemplares e assim cobrir as despesas de impressão. Foi aí que Rosário e Flávia decidiram criar uma campanha de financiamento coletivo, para a venda antecipada do volume de exemplares e garantir o custeio da publicação. Assim “nasceu” O Menino Que Vestia Cor-deRosa. Segundo Flávia, a obra é voltada para crianças que estão descobrindo a leitura. E, apesar de desenvolver um texto em prosa, ela não abriu mão do tom poético, que vai de encontro com o lúdico que povoa o universo infantil. “Foi uma experiência muito gostosa, que dá vontade de escrever mais”, diz.

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